Ricardo Azevedo - 15 Anos de Carreira

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10.11.11

Entrevista Ricardo Azevedo - verportugal.net

A solo e em português: sinónimo de sucesso para Ricardo Azevedo

 O país conheceu-o, em 2002, como sendo o vocalista e autor dos maiores êxitos da banda EZ Special. Os fãs pediam-lhe que cantasse em Português. Em 2006, Ricardo Azevedo, tomou a decisão: cantar a solo e na língua de Camões. O sucesso foi garantido e o músico assegura que a mudança prende-se com a vontade de realizar os seus sonhos. O primeiro trabalho a solo intitulou-se “Prefácio” e é cantado em português. Nas treze canções, Ricardo Azevedo aborda temas como a dificuldade em arranjar emprego, a crise do País, a falta de dinheiro e as ansiedades que essas questões criam, as paixões e os defeitos. A música 'Pequeno T2', que serviu para a campanha publicitária do Millenium, ajudou Ricardo Azevedo a ficar ainda mais conhecido. Desta vez na sua carreira a solo. Em entrevista ao VerPortugal.net, o músico de Santa Maria da Feira, fala do percurso efectuado e do próximo álbum a colocar à venda em 2012.

Há quantos anos está ligado ao mundo da música?

De forma profissional estou ligado ao mundo da música há pouco mais de uma década.

Como é que surgiu essa paixão?

Como amador a paixão pela música surgiu há cerca de 20 anos, quando frequentava o liceu. Nessa altura era um passatempo. Nas festas da escola, em conjunto com amigos, costumava actuar com músicas muito simples e com poucos acordes. Tudo muito mal tocado. À medida que o tempo ia passando o gosto por esta área foi aumentando e as oportunidades começaram a surgir. O sonho foi-se tornando realidade.

Já tocava algum instrumento antes de criar a banda?

Sim. O primeiro instrumento que toquei foi a guitarra eléctrica que os meus pais me ofereceram. Esse era o instrumento que usava para actuar nas festinhas de escola. Mais tarde comecei a cantar, também com a guitarra eléctrica. A viola foi o instrumento seguinte. Foi muito importante a mudança porque a viola dá outra sensibilidade para compor. Dá mais espaço para a voz, o que é uma mais-valia.

Compõem as próprias músicas e a letra também?

Sim. As letras e músicas sou eu quem as compõe.

Lembra-se da primeira letra que escreveu para as festas de liceu?

Não escrevi as primeiras letras sózinho. Como ainda não tinha descoberto o jeito para a escrita, tive a ajuda dos restantes elementos da banda a que pertencia. Uma espécie de banda de garagem. É importante explicar que naquela altura ninguém sabia nada. O que se cantava e tocava não tinha qualidade, a avaliar pelo que agora é feito. O que tocávamos era muito simples, quase sem acordes. As letras também tinham de ser simples. Mas…lembro-me da primeira música, sim.

Sabe o nome de alguma delas?

Lembro-me que uma se chamava Imensidão. Nessa altura já se escrevia em português e em inglês.

No liceu, o que estudava?

Estudava Humanidades. Quando acabei o 12º ano ingressei na Universidade e frequentei o curso de Ciências da Comunicação mas não cheguei a acabar. Fiquei-me pelo último ano, porque enveredei pelo mundo da música. Até agora não senti necessidade de terminar o curso mas pode ser que ainda o faça. Apesar de não me entusiasmar muito, porque é simplesmente ter o canudo.

Como se sente ao ser um rapaz de uma pacata terra do concelho de Santa Maria da Feira que de repente começa a aparecer na televisão, a ser conhecido. Como passou a ser tratado?

Não sei…sou uma pessoa simples, amigo do amigo e que nunca deixou a fama subir-lhes à cabeça. Nunca pensei que era diferente dos outros. Considero que tive sorte, as oportunidades foram surgindo e fui concretizando os meus sonhos. É verdade que quando comecei a ter sucesso muitas portas se abriram, como é natural. Com o conhecimento público o meu trabalho passou a ser mais respeitado, o que é bom. De resto, ser conhecido tem coisas boas e más. Importante foi também ter tido reconhecimento a nível local, o que até então não havia acontecido. Primeiro tive de ter sucesso no País e só depois o tive na minha terra.

Como surgiu o grupo EZ Special?

Foi consequência de um grupo do qual fiz parte anteriormente. Nele era vocalista. Em conjunto decidimos mudar o nome. Lembro-me que estava, no meu quarto, com os restantes elementos quando surgiu o EZ Special. Uma banda que me permitiu fazer algo de diferente. Gravámos dois álbuns e o projecto cresceu muito.

Alguma razão especial para ter abandonado a banda?

Quando sai da banda foi para me lançar numa carreira a solo. Na altura tinha vontade de fazer alguma coisa diferente. Queria fazer as minhas canções, apesar dos EZ Special terem surgido à base das minhas canções, mas o meu objectivo era cantar em português. Ao fazê-lo na banda iria estragar a identidade EZ Special. Por isso saí para concretizar outro sonho. Procurei apoios tendo-os conseguido junto da editora Universal que me assinou como artista. A saída foi pacífica e os demais elementos prosseguiram com a banda. Confesso que não me senti confortável com a decisão dos colegas até porque o grupo também era meu e sobrevivia com as canções que eu escrevia. Mas…não quis ficar com o fardo de estragar a vida a alguém. 

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